
“Sucesso de crítica e público” — geralmente, é isso que se busca no cinema. Um filme agrada a todos, enche as salas, ou explode no streaming. Mas não foi o caso de “O Artista”. Aplaudido pela crítica, celebrado por cinéfilos e elogiado por jornalistas, o filme, apesar de seus muitos prêmios (incluindo o Oscar de Melhor Filme), não atraiu multidões. Aqueles que viram e se emocionaram com George (Jean Dujardin), Peppy (Bérénice Bejo) e o cãozinho Uggy, amaram a fábula. Mas por que essa joia não se tornou um triunfo total?
A resposta pode estar em uma simples conversa de 2012, quando o filme foi lançado:
- Ela: “Querido, vamos assistir ‘O Artista’?”
- Ele: “Sobre o que é?”
- Ela: “Um romance. Em preto e branco.”
- Ele: “Ah, tipo ‘Touro Indomável’ ou ‘A Lista de Schindler’?”
- Ela: “Não, esse é novo… mas também é mudo, sem diálogos.”
- Ele: “Mudo? Com quem? Tom Cruise? Julia Roberts?”
- Ela: “Não, um ator francês desconhecido e uma jovem atriz argentina.”
- Ele: “Ah, deixa pra outro dia. Hoje tem ‘Capitão América’ ou ‘Crepúsculo: Amanhecer’, que tal?”
Fácil deduzir a escolha do casal. Apesar do Oscar, “O Artista” teve uma bilheteria modesta. Mas descobrir essa obra-prima hoje é uma experiência cinematográfica imperdível.
A Cereja do Bolo: O Que O Artista Nos Ensina Sobre Diferenciação
“O Artista” não é apenas um filme; é uma aula sobre diferenciação. A trama se passa em 1927, na transição do cinema mudo para o sonoro. Mesmo assim, o filme é um tributo silencioso aos primórdios da sétima arte, provando que o silêncio pode ser envolvente e que a expressividade dos atores pode dominar a tela, como nos primórdios de Hollywood.
Na história, o arrogante astro George Valentin encontra Peppy Miller, uma fã que se torna atriz. Ele a ajuda a criar um “algo a mais”: um pequeno ponto de maquiagem que se torna sua marca registrada. Peppy vira uma estrela, enquanto George, teimoso, resiste ao cinema com som e vê sua carreira desmoronar.
A pinta de Peppy foi sua diferenciação. Não que ela não tivesse talento, mas George, intuitivamente, aplicou o princípio de marketing, tornando-a única.

Peppy Miller: Uma pinta e uma nova persona.
Seu Ponto Forte: Seja a Diferença em um Mundo de Iguais
O mercado está saturado de opções “iguais”. Se você for apenas mais um, será facilmente esquecido. O sucesso de “O Artista” com a crítica, mas não com o público massivo, pode ser um lembrete: ser diferente é essencial.
Pense no mercado de fast food, dominado por gigantes como McDonald’s (brinquedos únicos), Burger King (sabor grelhado). Cada um tem seu diferencial. E o que dizer da Wahlburgers, a rede do ator Mark Wahlberg? O diferencial ali é o próprio ator e a sensação de “momento em família” com uma estrela.

Vivemos em um mundo que nos empurra para a normalidade, para a “homogeneização” – basta olhar a quantidade de carros brancos, pretos e cinzas nas ruas. No entanto, sua singularidade é seu maior trunfo. Ter um currículo excelente no LinkedIn, por exemplo, não garante o emprego dos sonhos se o seu perfil não se destacar. Um título impactante pode ser a cereja do bolo que te fará ser notado.
Não importa sua área, seu projeto ou seu sonho: você deixa uma marca. Você é uma marca. Sua reputação depende de você, e a personalização é a chave para se elevar profissionalmente.
Filme: O Artista / The Artist / 2011
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo e John Goodman
Direção: Michel Hanazavicius
- “Normal não é algo a se aspirar, é algo a se afastar.”
- Jodie Foster
- “Se você está sempre tentando ser normal, nunca saberá o quão incrível você pode ser.”
- Maya Angelou